quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Por um casamento

Caros amigos,
Apesar de eu escrever uns "bitaites", aqui no blog, eu não passo de um elemento da família dos felídeos e espécie Felis ocreata, em suma uma gata, que não é nem lavadeira, nem calhandreira, talvez um pouco cusca, mas gosta de dizer umas coisas. Tenho uma vida negra, mas seis não são, pelo que vou andando mais ou menos bem fazendo companhia a outra gata que não da mesma espécie, é humana do género feminino, que me adoptou e com quem gosto de ronronar.
Bom, a minha vinda aqui, tem a ver com um casamento para o qual não fui convidada mas em que estive presente, numa das minhas outras seis vidas, e que ninguém notou.
Então vi a minha madrinha, muito bonita, no seu vestido branco, toda emocionada, com a cauda a arrastar no chão (a minha não arrasta)a andar agarrada ao meu tio, (talvez para não cair)em direcção ao outro tio, com quem eu gosto de dormir.Estava muita gente, numa casa grande com flores, santos e santinhos Eles namoraram um pouco e um senhor com uma coisa pelas costas disse umas palavras e depois eles sairam, atiraram-lhe arroz e flores e depois foram para o restaurante. Lá tiraram muitos retratos e fizeram muitas brincadeiras (até havia um palhaço) e depois foram comer. Comeram muito, pelo memos estiveram muito tempo na mesa, e foram para outro sítio comer. Comeram bacalhau, carne, bolo, muita fruta e beberam vinho e champanhe. Depois comeram bolo outra vez e deitaram uns foguetes que me assustaram. Depois a madrinha foi embora e não se despediu de mim. Mas não foi com os tios para casa, que eu não a vi. Agora tenho que dormir com a tia, porque a madrinha não aparece. Está ali o carro dela, mas ela não. Até a velha peluda anda às voltas à sua procura. Espero que ela apareça, sem demora, pois estamos muito tristes.
Um xi
Deizinha

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Gata Daizy2

Normalmente não volto aqui tão depressa, mas hoje não pude evitar a vinda. Vim corrigir um cientista, que ao contrário do que estou habituada a ver nos cientistas, caga sentenças sem qualquer nexo. Sempre aprendi que branco misturado com preto dá cinzento (no caso dos portugueses em África deu mulato), mas juntar cinzento com preto dá preto claro? Com franqueza nem uma criança da escola diria tal barbaridade.
Mas bem me têm dito que os cientistas já não são aquilo que eram. Antigamente a gente olhava para um cientista e via homens e mulheres cheios de sabedoria, que lhes escorria pelos cantos da boca e das orelhas (aquela cera pingava como num dia de peregrinação a Fátima) e nós ficávamos muito admirados com aquele aspecto, senhores da fato e gravata, com um lencinho no bolso do casaco tombado no peito e que servia para assinalar que era cientista e também para colocar as escarretas da tuberculose galopante que normalmente os acompanhava. Lembro de ver o Augusto Almedina, casado com a Natércia Guimarães, que no seu conjunto eram autores de todos os livros adoptados no curso liceal, de Biologia, Zoologia, Botânica, Mineralogia e que desfilava sempre com uma pedra, desculpem, uma rocha na mão e que a cada passo perguntava a quem passava que rocha era aquela. Mas se o compararmos com as figuras do Einstein, que conhecemos não era muito diferente, e do Egas Moniz, que andava armado com um martelo e um machado para abrir a cabeça aos doentes.
Hoje não, hoje os cientistas vestem umas calças de ganga e uma t-shirt, acompanhados de uns ténis rotos e babando-se à mesma a gente já não nota, porque a única diferença para o comum dos mortais é que não tem piercings no nariz e no lábio, mas já vi quem tenha umas tatuagens, embora muito selectas, porque de cientistas só o selecto é bom.
Portanto senhoras e senhores cientistas, não sejam analfabetos e aprendam que cinzento e preto dá preto, nem que seja preto escuro.
Um xi
Zaizinha

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A Gata Daizy 1

Meus amigos isto não está bem!... Andam por aí a chamar-me mentirosa, porque eu fiz um comentário ácerca de um casamento e afirmei que era descendente de escravos africanos;
Vamos lá a ver. Eu sou preta, mesmo que a minha mãe o não seja, pelo que descendo de pretos e estes são originários de África. Portanto os meus antepassados deixaram o continente africano, só pode ter sido para serem escravos, pelo que eu também sou escrava. (filho de escravo é escravo). Dizem que a minha mãe era francesa... Só pode ser filha de uma mãe preta e um aristrocrata, pelo que também ela é escrava. Mas vejamos, porque sendo eu preta, tenhos os genes pretos e ou a teoria do Gregório Mendel está correcta ou aconteceu-lhe o mesmo que à do Carl Marx, que deu em nada e afinal estava errada e era uma merda que enganou muita gente.
Vejam o meu primo Obamaa Loja, que ninguém duvida que descende de africanos que foram escravos e ele é um grande presidente. Bombardeia o Iraque o Irão, etc, e no dia que bombardeia a Lua, recebe o prémio nobel. É Um grande homem este Obamaa Loja pois achou que os lunáticos eram perigosos e vai daí levaram com um satélitezito em cima que se lixaram.
Como ele também estou talhada para grandes feitos, apesar das màs linguas me andarem por aí a difamar e me apetecer pouco trabalhar.
Um xi
Zaizinha

domingo, 4 de outubro de 2009

A Gata Daizy

Tenho estado para aqui a mandar uns bitaites, mas não conhecem a minha pessoa. Sou uma gata preta filha de uma emigrante da América do Sul com pai incógnito, e descendente de escravos importados de Africa. Mantenho a minha cor original, o que significa que a minha estirpe se manteve sempre dentro dos africanos. Não vou ter descendência, porque a minha patroa me mandar "capar" (capar o gato) e então vou manter-me assim até ao fim dos meus dias. Gosto muito de gumezinho e os meus horizontes são curtos; passeio dentro de casa e olho até ao portão (às vezes vou ao jardim), mas prefiro ficar deitada a ver o sol passar. Entendo um pouco de linguas (linguas de gato, estufadas e linguas de bacalhau) e entendo um pouco do que me dizem, a minha tia e os meus tios, mesmo o mouro.
Bom, vamos ao que interessa: há dias vi na televisão um concurso (não percebi o que disseram, porque não falaram em nenhumas das línguas que entendo) em que ganhava quem fosse mais sério a rir. Vi que concorreram o Zézito, a Manelita, o Paulito, o Xiquito, o Jeronito e outros mais, mas como só contava os 5 primeiros, não liguei para estes. Quem ganhou foi o Zézito, mas mesmo assim ficou com cara chateada, porque tem que dividir o prémio com outro e não sabe com qual. A Manelita, ficou chateada que nem um peru, pois ela pensava que ganhava, mas como a cara dela era muito séria não conseguiu sorrir, além disso em concursos anteriores ganhou, mas os outros não sorriram. Quem sorriu mas não ficou sério foi o Paulito, que teve qualquer coisa com os submarinos ao fundo. Não se sabe o que aconteceu, mas aconteceu. O Xiquito que pensava que ficava à frente do Paulito ficou mais sério que um pau. Este nunca sorriu, merecia perder. O Jeronito que costumava ficar à frente do Paulito e do Xiquito também sorriu amarelo.
O prémio que o Zézito tem que dividir com um dos outros, ou dois, é um doação obrigatória que milhões têm que doar obrigatóriamente, e que é a doer. Depois uns senhores muitos sorridentes reunem para dormir (a maioria) numas cadeiras grandes, mas que não têm uma manta como a minha. Depois dois ou três falam e os outros acordam e levantam a mão.
Isto é um concurso muito giro, que eu gosto de ver, porque não entendo nada, (como as pessoas) mas ficam muito bem na televisão. Eu gosto muito do Zézito e quando for gente quero ser como ele. Como a Manelita não gostava de ser, pois parece um peixe seco e para mim só pasta gumezinho ou viscas.
Até

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Vivo em democracia 1

A Daizy tem andado muito distraída com um casamento, que ela sabe que vai haver, mas para o qual não foi convidada. Por isso não tem tido tempo para se dedicar aos comentários da democracia, pois o casamento é muito importante para ela, mas não sabe de quem é. Mas há-de descobrir e depois é que vão ser elas.
Mas de qualquer maneira o que ela ouviu na televisão deixou-a um pouco admirada, porque a mesma pessoa pode ter duas intervenções na mesma causa.
A Olivia empregada veio queixar-se de que a Olivia patroa foi escutada no seu palácio, pelo patrão do palácio vizinho. Já se tinha deixado sinal antes, mas só veio queixar-se depois. Mas afinal ninguém a tinha escutado, mas apenas sonhou que poderia ter sido escutada e falou nisso a uma amigo, que foi dizer isso ao jornal, mas depois disse que não disse nada, mas o jornal passou um e-mail a outro jornal e a Olivia disse que esse e-mail lhe foi roubado do computador, mas o e-mail não era o mesmo, mas servia de desculpa para culpar o vizinho, mas o vizinho descartou-se bem e afinal a Olivia patroa ficou na merd.. Enfim uma confusão dos diabos que foi pior que se a conversa se tivesse desenvolvido pleas lavadeiras do rio da pena, se o ria da pena ainda fosse capaz de ter água em condições para as lavadeiras.
Para que servia a escuta do vizinho do palácio do lado à Olivia patroa, se esta é costureira e só faz vestidos por encomenda? Talvez para saber se as linhas eram ancora ou coats, se o tecido era da feira dos tecidos ou da feira de Espinho? O negócio do vizinho são Euros, uns falsos outros verdadeiros e se calhar ficaria melhor ser ela a escutar o vizinho. Dava-lhe mais rendimento.
E depois vir a Olivia empregada falar em nome da Olivia Patroa? Que mal fica uma fazer queixa em nome da outra. Porque não chamou logo a polícia, em vez de vir fazer figura de parva para a rua?
Aqui teemos uma guerra de vizinhos entre a Olivia Patroa e o Zé Socas. Espero que acabe depressa

Calhaus Rolados

Calhaus rolados, são pedaços de rocha que por acção da erosão, água ou gelo, se tornam arredondados.
O meus calhaus são recolhidos numa praia a Sul de Viana do Castelo, Praia da Amorosa, em virtude da variedade das suas cores e tamanhos.
Após a recolha são lavados cuidadosamente, seprados por calibres e armazenados.
À medida das necessidades vão sendo colados, com uma cola forte, para que formem as construções para que são utilizados.
Comecei isto como uma ocupação de tempos livres e hoje já me ocupa outros tempos que não só os livres, em virtude da procura que tem ocorrido, por parte dos meus amigos e depois da grande divulgação que fizeram.
Agora vendo-os e vou desenhando outros modelos.
Cumprimentos
Manuel Costa

Nota: Se pretenderem adquir algum podem solicitá-lo pelo e-mail: mcosta99@gmail.com ou telm 968049860

Quem sou?

A minha foto
ESPARGO -Santa Maria da Feira, Aveiro, Portugal
Sou coleccionador de presépios e crucifixos. Gosto de manusear as pedras e dar-lhes formas. Tenho conseguido algumas figuras muito bonitas.

Sou eu

Sou eu

Eu no jornal Terras da Feira

Eu no jornal Terras da Feira
Artesanato