quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Vivo em democracia

A minha gata Daizy (Deisinha para os amigos), passa muito tempo sózinha e por isso medita (e também me dita) coisas que depois me faz passar a escrito. Desta vez, na pachorice da janela do escritório ela contou como foi um congresso onde ela esteve e que se destinava a escolher o gato do pedaço. Na discussão de quem seria escolhido apareceram dois concorrentes: um pedaço de gato e a gata velha. O gato era um pedaço de mau caminho que levaria qualquer gata ao gatamento, os miados e ronronados eram fatais.A gata velha era magrela, escanzelada e feia como burra, a quem não valia a pena miar, mas tinha muita gente que se queria fazer ao tacho. Tinha poder...
Depois de muita discussão, miada e arranhadela lá escolheram a gata velha para gato do pedaço. Ela manda nos gatos todos, nos brancos, pretos e amarelos (menos nos cor de rosa, que não são tolos e escolheram outro gato) tem a mania de que é avó de todos, fala pouco mas não acerta muito. Ela anda numa roda só, vai do cavaco até ao jardim, andam todos à roda dela, agarrados à sua saia, caçam os ratos e os pardais, por todos os lados para lhe darem, a ver se caçam alguma coisa. Há dias ela teve de escolher uns gatos para tentarem governar a gatice. Apareceram os gatos todos, os bons, os feios, os porcos e os maus. Ela escolheu-os a todos, excepto o pedaço de gato, que coitado teve que recolher as unhas que lhe foram cortadas rentes e acabaram-se-lhe as mamas, onde tinha vindo a mamar desde pequeno. Nem miar lhe adianta. Mas é uma pena...
Esta gata velha cortou-lhe as unhas rentes, porque achou que era muito mau ter o inimigo ao pé de si.Como ela é ingénua!
Se ele estivesse ao pé de si as unhas não voltavam a crescer e ela podia-lhe pôr o olho em cima. Assim ele vai andar a arranhar por aí, a miar no seio das gatas novas e qualquer dia quando ela se tocar ele está-lhe a miar na cabeça e a coçar nas costas e ela não sabe onde se meter.
Ela, como é democrata, correu com o inimigo. É assim que todos devem fazer, correr com o inimigo, ainda por cima um pedaço de gato, pois só as ideias do "chefe" é têm valor, aos outros, coitados, falta-lhes o saber da experiência.As gatas que se danem. É assim a democracia.
A minha gata acha, que se perdeu uma grande oportunidade de escolher um pedaço de gato, o que iria provocar uma euforia gatal, com muitas cócegas na barriga e miados terninhos.
Um xi ronronado

Calhaus Rolados

Calhaus rolados, são pedaços de rocha que por acção da erosão, água ou gelo, se tornam arredondados.
O meus calhaus são recolhidos numa praia a Sul de Viana do Castelo, Praia da Amorosa, em virtude da variedade das suas cores e tamanhos.
Após a recolha são lavados cuidadosamente, seprados por calibres e armazenados.
À medida das necessidades vão sendo colados, com uma cola forte, para que formem as construções para que são utilizados.
Comecei isto como uma ocupação de tempos livres e hoje já me ocupa outros tempos que não só os livres, em virtude da procura que tem ocorrido, por parte dos meus amigos e depois da grande divulgação que fizeram.
Agora vendo-os e vou desenhando outros modelos.
Cumprimentos
Manuel Costa

Nota: Se pretenderem adquir algum podem solicitá-lo pelo e-mail: mcosta99@gmail.com ou telm 968049860

Quem sou?

A minha foto
ESPARGO -Santa Maria da Feira, Aveiro, Portugal
Sou coleccionador de presépios e crucifixos. Gosto de manusear as pedras e dar-lhes formas. Tenho conseguido algumas figuras muito bonitas.

Sou eu

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Eu no jornal Terras da Feira

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Artesanato