quinta-feira, 17 de abril de 2008

Já tenho o meu burro

Já tenho o meu burro, aliás é uma burra. Veio do Bixus e não só " Bixus e não só... Aqui falamos do que nos apetece e mostramos os nossos trabalhos manuais. Por uma boa causa: os lucros revertem a favor do Cantinho dos Animais de Évora" fica em http://bixusenaoso.blogspot.com/
Claro que a burra é um boneco, mas veio por uma boa causa.
De qualquer modo aguardo, ainda, a possibilidade de adoptar um de carne e osso e teimosia.

Burro doméstico
O BURRO DOMÉSTICO


"Mamífero solípede, perissodáctilo, menos corpulento que o cavalo e de orelhas compridas.
O burro doméstico (Equus asinus, Lin.) distingue-se dos outros equídeos por ter as orelhas muito desenvolvidas, cauda nua na sua inserção e terminada por um tufo de crinas, pelagem geralmente cinzenta e com uma lista dorsal e outra transversal formando cruz sobre as espáduas. A sua anatomia é inteiramente semelhante, no número e disposição de peças, à do cavalo. Tem, porém, a cabeça mais volumosa, as órbitas mais afastadas, o garrote baixo continuando-se em linha recta até à garupa, o peito estreito, pelo que os membros anteriores são muito aproximados, as apófises espinhosas das vértebras dorsais muito desenvolvidas, tornando-lhe assim o dorso muito proeminente e ainda com a vista, o ouvido e o olfacto mais apurados que os do cavalo.
A estrutura dos burros varia consoante o clima e a raça, tendo em média, no nosso país, 1,35 a 1,45 metros de comprimento, medido de entre as orelhas à origem da cauda, e 1,10 a 1,15 m de altura ao nível das espáduas.
Segundo Sanson, as várias raças de burros actualmente existentes proviriam de duas espécies: a asinus africanus, originária da bacia terciária do Nilo e que se difundiu desde a mais remota idade por toda a Ásia, África e Europa e donde descendeu o nosso burro doméstico, e a asinus europeus, originária do Mediterrâneo, de maior corpulência, que se teria disseminado por uma área mais restrita: parte da Ásia, Grécia, Itália e Espanha, principalmente em Castela e Leão. Admite-se hoje que as diversas raças de burros são originárias da espécie africana e que as diferenças de estatura, que foram para Sanson a base da distinção das espécies, se explicam por acções do clima, pois os burros que habitam os países quentes são de estatura mais elevada e mais robustos e vigorosos que aqueles dos países frios.Nasci há poucochinho mas já me aguento em pé!
A longevidade média do burro é de 15 a 18 anos, mas pode atingir 30 a 35 anos e mesmo mais. O seu completo desenvolvimento opera-se entre os três e os quatro anos e os dentes, que evoluem de uma forma idêntica aos dos cavalos, são, como nestes animais, um bom meio para o reconhecimento da idade.
Nas fêmeas a gestação dura aproximadamente um ano, tendo em cada parto um filho e, muito raramente, dois. Pelo cruzamento das espécies cavalar e asinina obtêm-se híbridos (muares: mus e mulas, produtos de burro e égua ou de cavalo e burra) de grande valor económico, pois são excelentes animais de trabalho por participarem da paciência e rusticidade do burro e da corpulência e força do cavalo.
O burro é empregue quase exclusivamente como animal de carga, mas pode utilizar-se no serviço de sela e de tiro.
De todas as espécies domésticas esta é, sem dúvida, a mais abandonada, pois os criadores, dum modo geral, não lhe dão educação alguma durante o crescimento, sujeitando-o ao trabalho quando atinge a idade adulta por meio de maus tratos, donde resulta que, sendo o burro naturalmente vivo, ágil e dócil, se torna preguiçoso, tímido e teimoso. É incontestável que a maioria dos defeitos que se lhe observam provêm do abandono a que, desde tempos remotos, o burro tem sido sujeito, pois nalgumas regiões do globo, principalmente no Oriente, onde estes animais têm sido e são tão bem tratados como o cavalo, a sua inteligência, vivacidade e beleza são incomparavelmente superiores.
É animal de uma sobriedade notável. Come pouco e contenta-se com forragem e grãos de inferior qualidade que outros animais rejeitariam. A água, porém, tem de ser límpida e sem qualquer cheiro, preferindo sempre as dos regatos e ribeiros já seus conhecidos.Nós três constituímos uma "récua" de burros.
À parte o seu grande valor como animal de carga, pois é capaz de transportar com segurança pesados fardos através dos caminhos mais difíceis, mesmo por escarpas montanhosas, o burro fornece ao homem produtos de grande valor económico. Assim é com o leite de burra, largamente consumido em muitas regiões e que foi, durante muito tempo, considerado excelente tónico, particularmente recomendado para as pessoas debilitadas e com estômagos fracos; tem aproximadamente a mesma composição que o leite de mulher, sendo mais rico em albumina, caseína e sais, mais pobre em gordura e com uma quantidade de açúcar sensivelmente igual. Na Europa a sua introdução na terapêutica data do tempo de Francisco I de França. Este rei , doente havia muito tempo, mandou vir de Constantinopla um médico judeu o qual, depois de o observar, lhe mandou tomar, como único medicamento, leite de burra; como o rei, passado pouco tempo, melhorasse consideravelmente, o seu uso generalizou-se rapidamente. Sou um burro! (e não me ofendo que me chamem isso...)
A carne de burro é muito dura, sendo consumida por muitos povos, simples ou sob a forma de enchidos (salsichão de Lião).
A pele, dura e elástica, tem numerosas aplicações, tais como na fabricação de crivos, tambores, calçado, correias, sacos, etc. Os árabes nómadas fazem as suas tendas com pele de burro.
O excremento, tal como o do cavalo, é um óptimo adubo que se emprega com excelentes resultados para aquecer os terrenos frios.
Os povos antigos serviam-se ainda dos ossos dos burros para fazer o corpo das flautas, certamente porque eram mais duras e mais sonantes que as feitas de ossos das outras espécies."

sexta-feira, 4 de abril de 2008

O meu burro há-de aparecer

A cultura neste País é uma miragem.Pus aqui uma msg sobre o acofrdo ortográfico e nem uma só alma o leu.Não interessa. Fala-se de qualquer modo e escreve-se "à la gardere".
Assim passo à frente e acho que ninguém se interessa pelo novo acordo ortográfico e lá para o ano 2014, vão-se ver gregos para intrepertar os que se diz.
Todos os que me conhecem sabe que sou doido por burros, esses animais pacatos, (às vezes indósseis) que se passeiam em alguns lugares e que deixaram de ser úteis, porque os motores a explosão, a diesel e até a biodisel, fizeram com que as suas 4 patas deixassem de ter interesse para a maioria dos trabalhos para que inicialmente foram criados.
Assim, alguns "maduros", vão cuidando dos burros (de quatro patas) para que se pavoreien nas ruas da sua cidade com uma almofadas às costas a fingir que são sacos de milho para o moinho ou farinha para o pão.
Falo dos de quatro patas porque os outros têm manias piores que estes e estas não se resolvem com uma cenoura ou um balde de cevada. Há quem queira menos de 35 horas semanais, um ordenado igual a 4 ou 5 salários mínimos, que não tenha de ser avaliado e que seja ele a avaliar os outros. Para isto faz greves, manifestações e protestos à porta do 1º Ministro. Esquece que o de 4 patas não pode sequer fugir à carga que lhe pôem às costas e que se fizer muito barulho dão-lhe porrada nas costas.
Os outros querem andar às costas dos nossos impostos, ter muitas férias ensinar pouco, porque muito faz mal ao juizo.
Portanto continuo a gostar dos burros de quatro patas e a pensar que os outros são mesmo burros e os que não são, são os que se dedicam e às vezes pensam que são burros, porque trabalham muito e os colegas que não trabalham dizem que não são.
Já viram a diferença entre as várias espécies?

Calhaus Rolados

Calhaus rolados, são pedaços de rocha que por acção da erosão, água ou gelo, se tornam arredondados.
O meus calhaus são recolhidos numa praia a Sul de Viana do Castelo, Praia da Amorosa, em virtude da variedade das suas cores e tamanhos.
Após a recolha são lavados cuidadosamente, seprados por calibres e armazenados.
À medida das necessidades vão sendo colados, com uma cola forte, para que formem as construções para que são utilizados.
Comecei isto como uma ocupação de tempos livres e hoje já me ocupa outros tempos que não só os livres, em virtude da procura que tem ocorrido, por parte dos meus amigos e depois da grande divulgação que fizeram.
Agora vendo-os e vou desenhando outros modelos.
Cumprimentos
Manuel Costa

Nota: Se pretenderem adquir algum podem solicitá-lo pelo e-mail: mcosta99@gmail.com ou telm 968049860

Quem sou?

A minha foto
ESPARGO -Santa Maria da Feira, Aveiro, Portugal
Sou coleccionador de presépios e crucifixos. Gosto de manusear as pedras e dar-lhes formas. Tenho conseguido algumas figuras muito bonitas.

Sou eu

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Eu no jornal Terras da Feira

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Artesanato